Arquivo de Fevereiro de 2008

Rock baiano faz Concha tremer

Pitty e Cascadura - Um encontro que colocu a Concha abaixo!
por Ana Paula Rosas

Um show que reuniu duas das melhores bandas de rock da Bahia — talvez as duas melhores, a depender de sua opinião. Um encontro como este só pode dar em uma coisa: lotação de público. O show das bandas Cascadura e Pitty levou cerca de 5.500 pessoas à Concha Acústica do Teatro Castro Alves no último domingo (24). Um mar de roupas escuras, piercings, tatuagens, all stars e cabeleiras rebeldes dos fãs, roqueiros e simpatizantes. Mas na multidão também havia espaço para pessoas que iam ver, pela primeira vez ao vivo, o som das bandas que balançaram a Concha por cerca de três horas (como eu, por exemplo…)

cascadura - cascadura
Abertura em grande estilo – A minha primeira vez diante do Cascadura seguiu o clichê: foi i-nes-que-cí-vel. Eu aproveitei, pela primeira vez, a oportunidade de ver a banda subir ao palco. Aproveitei mesmo: pulei, cantei e dancei muito com o rock puro e vibrante de Fábio Cascadura, Cândido Sotto, Thiago Trad e Thiago Aziz. Eles abriram o show com o sucesso Vivendo em Grande Estilo, faixa-título do terceiro CD da banda. O arranjo vibrante e a letra na medida composta pelo vocalista Fábio (“A vida é curta, curta o quanto possível…”) foi a melhor escolha para abrir o show e anunciar o que viria por aí. O público aprovou sem ressalvas e balançou o esqueleto.

Mas o repertório que mandou o show, e mandou bem, foi o do último álbum, Bogary: das dez músicas do setlist, sete foram dele. Canções um pouco mais lentas, como 12 de Outubro e Elnora, só foram um prazeroso descanso para o agito de arrepiar de, por exemplo, Senhor das Moscas, O Centro do Universo e Ele, o Super-Herói.

A apresentação de Cascadura pode até ter sido vista pela primeira vez por alguns. Mas, apesar da maioria do público ser formada por fãs de Pitty que conheciam pouco do repertório dos rapazes, a banda não nos decepcionou: o show foi demais, com um repertório muito bem escolhido e equilibrado (confira o setlist no final do post). Fãs da banda, simpatizantes e recém-apresentados curtiram o som, e a reação não passou despercebida: “Foi uma festa massa, foi do c…”, comemorou Fábio Cascadura.

Pitty
Prato principal – mas o que toda aquela massa queria mesmo era ver a performance da baiana poderosa Pitty. Os fãs mais chegados até trouxeram balões pretos e roxos, num gesto que remete aos tons adotados pelo grupo, inclusive no site (visite). A platéia estava eufórica – e para “acalmá-la”, um gesto esperto da equipe que comanda o som da Concha: tocar Nirvana. Depois de um intervalo de cerca de 30 minutos (uma eternidade para os fãs soteropolitanos que tem pouquíssimas chances de ver a moça cantar aqui), ela entrou com tudo. Vestida com um charmoso vestido preto, botas, cabelo preso, ela tomou a Concha e fez o chão tremer com a vibração do público ao ouvir Anacrônico, sucesso do segundo disco da banda. Os milhares de fãs cantaram em coro e não pararam de pular com a seqüência de Memórias.

O repertório, como já anunciado pela banda, é do DVD {Des} Concerto, e reuniu sucessos dos dois primeiros discos da banda (Admirável Chip Novo e Anacrônico) e duas músicas novas, Malditos Cromossomos e Pulsos. Como a cantora mesma afirmou, “não há uma fórmula fixa no repertório”, e as variações, feitas normalmente minutos antes do show, incluíram Chico Buarque, AC/DC e Amy Winehouse. Eu, que curto o som da baiana, fui com a maré e não consegui ficar parada: era difícil resistir aos arranjos do repertório… inclusive nas faixas mais lentas, como Déjà Vu e Equalize, que arrancou coros e sensações emocionantes.

O resultado desta noite foi muito, muito suor – o verão já está forte, imagine dentro de uma Concha lotada… não tinha vento que aliviasse!) – dores nos braços e nas pernas, e uma rouquidão de, pelo menos, uma semana. Se as dores me causam arrependimento? Jamais! Próximo show, tô colada… ;)

SETLISTs:
Cascadura
Vivendo em Grande Estilo
12 de Outubro
Senhor das Moscas
O Centro do Universo
Elnora
Mesmo Estando do Outro Lado
Retribuição
Ele, o Super-Herói
Queda Livre
Se Alguém o Ver Parado

Pitty

Anacrônico
Memórias
Deus Lhe Pague
Déjà Vu
Brinquedo Torto
Admirável Chip Novo
Semana que Vem
Na sua Estante
Highway to Hell (AC/DC)
Malditos Cromossomos
I Wanna Be
You Know I’m No Good (Amy Winehouse)
Equalize
Pulsos
Máscara

Adicionar comentário 26 de Fevereiro de 2008 às 16:16 Ana Rosas

Estréia: “Elizabeth - A Era de Ouro”

Elizabeth - Elizabeth
por Tamires Fukutani

Elizabeth I: uma lição de como se dar a volta por cima.

Elizabeth, a rainha virgem. Ela já foi tema de inúmeros filmes, que abordaram as mais diversas vertentes da mulher forte que foi Elizabeth. No entanto, Elizabeth: A Era de Ouro explora o romance de uma das rainhas mais marcantes da história britânica, em meio a uma guerra religiosa promovida pelo então rei da Espanha, Felipe II.

Protestante até o último talo, Elizabeth não se casou, mas se apaixonou por um charmoso explorador, vivido por Clive Owen. Na produção, a rainha tem sua autoridade abalada ao ser pega de surpresa pela relação com Sir Walter Raleigh. Apesar de imponente, astuta e poderosa, a soberana vê o homem por quem se apaixonou cair de amores por uma das damas de seu séquito.

Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth

Elizabeth: A Era de Ouro mostra os “bastidores” da vida de uma mulher forte que, como todas as outras, possui um lado sensível e consideravelmente frágil. Neste ponto, o contexto da Invasão da Armada foi adequadamente escolhido pelo diretor indiano Shekhar Kapur. O episódio é considerado como a maior crise do reinado de Elizabeth, ocorrido na época das Grandes Navegações, o que ajuda a mostrar os conflitos íntimos da soberana. Na época, o rei da Espanha, Felipe II - católico fervoroso - decide promover uma guerra contra a Inglaterra, nação protestante, para livrá-la das “más influências” da rainha virgem. O fundamentalismo religioso surge como pano de fundo interessante para a exploração da personalidade notável de Elizabeth I - se você for católico, entre no cinema consciente de que trata-se de um filme essencialmente protestante.

Ah, aqui vale uma dica: se você não é bom de história, vale dar uma revisada nas Grandes Navegações - quando a marinha britânica era imponente e dominava os confins conhecidos dos oceanos. Não é nada imprescindível, mas sempre é válido aumentar o estoque de conhecimento sobre história mundial!

Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth

Outra escolha certa de Shekhar foi o elenco do filme. Cate Blanchett cai na medida no personagem, trazendo equilíbrio em sua interpretação. Não é à toa que a moça recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel! Clive Owen também fica bem no papel de conquistadores que esbanjam charme, mas esse “talento” já é conhecido do público feminino desde outras películas, como Rei Arthur. Geoffrey Rush também faz bonito como fiel conselheiro da rainha, papel que já havia realizado em 1998, no primeiro filme de Shekhar Kapur sobre Elizabeth.

Pelo elenco, pela história, pelas intrigas e pelas cenas de batalha - entre outros pontos - vale a pena dedicar 114 minutos a Elizabeth: A Era de Ouro. Se você é feminista, corra para o cinema! Se é protestante, também não perca tempo! Se for católico praticante, também vale a pena para ampliar os horizontes sem preconceitos… Enfim, seja cinéfilo independente de fatores “extra-sala-escura”!

cinema 1 - cinema 1

estreia2202 - estreia2202
Antes de Partir
(Com Jack Nicholson e Morgan Freeman)
Dois homens com câncer em estágio terminal fogem do hospital e colocam o pé na estrada com uma lista do que gostariam de fazer antes de morrer.

estreia2202 3 - estreia2202 3
Senhores do Crime
(Com Naomi Watts e Viggo Mortensen)
Uma enfermeira acaba mergulhando no perigoso submundo do tráfico de sexo comandado pela máfia russa após a morte de uma garota em trabalho de parto.

Adicionar comentário 18 de Fevereiro de 2008 às 15:42 Marcela d'Ávila

Pré-Estréia: “Vestida Para Casar”

Vestida Para Casar - Vestida Para Casar
por Marcela d’Ávila e Ana Paula Rosas

Vestida para (não) casar!

Quem dá muito do que tem acaba ficando sem, certo? Na grande maioria dos casos, sim. Esta é a grande verdade e tema de reflexão do filme Vestida Para Casar (27 Dresses), da mesma roteirista de O Diabo Veste Prada. A história é centrada em Jane (Katherine Heigl), uma solteirona sonhadora e completamente altruísta. Jane, na verdade, é a típica coadjuvante: a assistente faz-tudo apaixonada pelo chefe bonitão, a irmã mais velha ofuscada pela beleza e espontaneidade da caçula e a eterna madrinha nos casamentos - com um “bônus-coadjuvante” de 27 (vinte e sete!) vezes subindo ao altar, mas nunca trajando um vestido de noiva.

E neste seu papel secundário, de tanto se dar, ela ficou sem a sua vida. Depois que sua mãe morreu, passou a cuidar da irmã mais nova e se dedicar a casamentos, mas sem nunca viver um relacionamento pleno; e, ainda por cima, respira um amor platônico pelo chefe — amor, meeesmo: ela sabe tudo sobre ele, e é a secretária per-fei-ta. Tanta perfeição assim pode entrar em crise ao enfrentar um grande desafio: organizar o casamento de sua bem-sucedida irmã com seu amado chefe. Ela, que nunca consegue dizer não, tem que segurar o ciúme e enfrentar seus confusos sentimentos.

Vestida Para Casar - Vestida Para Casar Vestida Para Casar - Vestida Para Casar Vestida Para Casar - Vestida Para Casar

Como ‘agente destruidor’, que vai causar conflito na trama, entra Kevin (James Marsden), um charmoso e engraçado repórter nupcial do New York Journal. Ele descobre a façanha de Jane de ter subido 27 vezes ao altar sem nunca ser a noiva e acredita que escrever sobre a moça será seu passaporte para um novo cargo. Mas, como em toda comédia romântica, não é só isso: aos poucos ele percebe que está apaixonado por Jane e, com todo o seu sarcasmo sexy e descomplicado (típicos de galãs), tenta convencer a fanática por casamentos dos ourtos a se libertar de suas próprias manias - e a principal delas talvez seja a de não conseguir dizer “não”.

Vestida Para Casar é uma comédia romântica, e não surpreende enquanto tal. É leve, tem nas mulheres o seu público-alvo, arranca umas risadas – e, a depender do hormônio do público, umas lágrimas –, entretém. Não é nenhuma obra digna de Oscar®, apesar do ótimo desempenho da protagonista e nova queridinha dos States, Katherine Heigl, mas o filme também não se propõe a isso. Ele vale a pena do jeito meio-clichê que ele é.

Aproveite para dar um pulinho no cinema - de preferência, com um grupo de amigas! - para conferir esta comédia adocicada sobre assumir o papel principal e, quem sabe, passar de madrinha a noiva.

cinema 1 - cinema 1

estreia1502 1 - estreia1502 1
Elizabeth: A Era de Ouro
(Com Cate Blanchett e Clive Owen)
Drama de época centrado na história amorosa entre a rainha Elizabeth I e o aventureiro Sir Walter Raleigh, mas esta história é atrapalhada por uma das damas reais.

estreia1502 2 - estreia1502 2
O Som do Coração
(Com Robin Williams)
August Rush, um garoto de 11 anos, utiliza seu extremo talento musical para tentar reencontrar os pais de quem foi separado desde o nascimento.

estreia1502 3 - estreia1502 3
Sangue Negro
(Com Daniel Day-Lewis)
Próspeto produtor de petróleo tenta ensinar ao filho aqueles que considera importantes princípios: família, ambição e riqueza nos negócios. O filme disputa em oito categorias no Oscar 2008.

Adicionar comentário 13 de Fevereiro de 2008 às 21:48 Marcela d'Ávila

Suspense e terror invadem as telonas!

Cloverfield - CloverfieldSweeney Todd - Sweeney Todd
por Marcela d’Ávila

Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet marca mais uma parceria entre o cineasta Tim Burton e o ator Johnny Depp. Neste, Depp encarna Sweeney Todd, um barbeiro macabro que utiliza suas lâminas para “incrementar” as tortas de sua cúmplice, a Sra. Lovett, com pedaços de suas vítimas (e sim, as tortas viram sensação em Londres!). O filme é baseado em um musical da Broadway e, pela primeira vez, é possível conferir Johnny Depp cantando. O combo Depp + Burton resulta em mais um sucesso, que disputa o primeiro lugar nas bilheterias com Cloverfield - Monstro, produzido pelo badalado J.J. Abrams (Lost).

Cloverfield - Monstro estréia no Brasil depois de muita expectativa. Tudo isso porque os trailers foram exibidos, propositalmente, sem o título do filme - somente com a assinatura do produtor e a data de estréia. O clima light (quase comédia romântica) do início do filme muda drásticamente após bolas de fogo iluminarem o céu de Manhattan e a cabeça da Estátua da Liberdade ser arremessada no meio da rua. Na era do YouTube não é surpresa um longa totalmente “amador” e é justamente isso que Cloverfield apresenta: o documentário de uma catástrofe pela lente de uma filmadora digital.

Adicionar comentário 11 de Fevereiro de 2008 às 18:31 Marcela d'Ávila

Cobertura iBahia.com - Carnaval 2008

Bahia Folia - Bahia Folia

Nessa onda todo mundo foi!
Durante os dias de festa, os repórteres ibahianos Renan Pinheiro, Carlos Prates, Tamires Fukutani, Aline Caravina e Lisani Azevedo estiveram registrando, de pertinho, tudo o que rolou nos circuitos Barra/Avenida e Campo Grande. No “QG” do iBahia, localizado no bairro da Federação, o resto da equipe ficou encarregada de levar para os internautas as principais novidades no site do Bahia Folia, além de dar conta das milhares fotos e notas que chegavam. Ao todo, foram mais de 30 horas de trabalho para acompanhar os bastidores da cobertura do Carnaval. Agora fica o gostinho de dever cumprido. Quer conferir? Entre no blog especial do Carnaval 2008 e fique por dentro dos melhores (e piores!) momentos dessa festa.

Adicionar comentário 5 de Fevereiro de 2008 às 22:37 Marcela d'Ávila

Estréia: “Meu Monstro de Estimação”

Meu Monstro de Estimação - Meu Monstro de Estimação
por Marcela d’Ávila

Chega às telonas Meu Monstro de Estimação, adaptação da famosa lenda em torno do Lago Ness, localizado nas remotas montanhas do norte da Escócia. A crença na existência de uma criatura aquática nas águas escuras do lago atrai centenas de turistas em busca de uma fotografia. O site Loch Ness, por exemplo, monitora o lago 24 horas por dia e disponibiliza imagens ao vivo, através de webcams, para os curiosos de plantão.

O filme conta a história de Angus MacMorrow, um garoto que, por acaso, encontra um misterioso ovo na beira do Lago Ness. Uma estranha e simpática criatura nasce do ovo e conquista a amizade de Angus. Em questão de semanas, a criatura passa de um filhotinho fofo à um monstro gigantesco, com mais de 15 metros. Essa transformação é assinada pela empresa de efeitos visuais responsável pela trilogia O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia. O desafio de Angus é, portanto, conseguir esconder um segredo deste tamanho!

Boa pedida para a criançada e também para os que desejam fugir da agitação durante o Carnaval.

1 comentário 3 de Fevereiro de 2008 às 03:59 Marcela d'Ávila


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