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Sexta-feira é dia de estréia nos cinemas!

O iBahia separou os lançamentos mais esperados que chegam aos cinemas nos próximos três meses. O destaque fica por conta de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, novo filme do arqueologista vivido por Harrison Ford e dirigido por Steven Spielberg, e As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian. Para o público feminino, chega Sex and the City - O Filme, adaptação da famosa série televisiva homônima. Ainda estréiam as animações Wall-E e Kund Fu Panda, além das novas aventuras dos heróis Hulk e Batman. Confira as datas:

cine maio - cine maio

maio1 1 - maio1 1
O Melhor Amigo da Noiva
A história gira em torno de dois amigos que mantém um amor platônico há muitos anos. Quando ela anuncia seu casamento, o convida para ser padrinho, mas ele decide conquistá-la e fazê-la mudar de idéia.
Estréia nos cinemas: 16/05
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indianajones - Indiana Jones
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Nova aventura, dirigida por Steven Spielberg, traz Harrison Ford revivendo o papel do arqueologista Indiana Jones. Neste filme, ele descobre estranhas esculturas em formato de caveira, que têm poderes especiais.
Estréia nos cinemas: 22/05
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narnia - Nárnia
As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
As crônicas continuam! Inspirado nos livros de C. S. Lewis, o longa traz a história do Príncipe Caspian e seus irmãos voltando à Terra Encantada de Nárnia e novamente unindo-se a incríveis criaturas para combater um maligno rei.
Estréia nos cinemas: 30/05
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cine junho - cine junho

maio2 - maio2
Sex and the City - O Filme
Adaptação da famosa série televisiva produzida pela HBO que mostra as aventuras amorosas e experiências de vida de quatro mulheres em Manhattan: Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda.
Estréia nos cinemas: 06/06
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hulk - Hulk
O Incrível Hulk
Edward Norton e Liv Tyler estrelam uma nova adaptação de Hulk para o cinema, em uma história parcialmente filmada no Brasil. O editor Mark Paniccia afirmou que “2008 será um grande ano para fãs do Hulk”. Vamos aguardar!
Estréia nos cinemas: 13/06
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junho1 - junho1
Jogos de Amor em Las Vegas
Cameron Diaz e Ashton Kutcher estrelam esta comédia, em que vivem um casal que bebe todas em Las Vegas e, no dia seguinte, acorda não só casado como milionário. O problema é que eles se odeiam e passam a brigar pelo dinheiro.
Estréia nos cinemas: 27/06
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junho2 1 - junho2 1
WALL-E
No ano de 2700, robôs desenhados para limpar a superfície da Terra começaram a pifar, até que apenas um restou - Wall•E. O nome é a sigla para Waste Allocation Load Lifters - Earth (”Levantadores de Cargas Desnecessárias da Terra”).
Estréia nos cinemas: 27/06
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junho3 1 - junho3 1
O Procurado
Um jovem não vê muito sentido na vida após o misterioso assassinato do pai. Tudo muda quando ele conhece Fox (Angelina Jolie), uma mulher enigmática e sedutora que o contrata para uma sociedade secreta.
Estréia nos cinemas: 27/06
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cine julho 1 - cine julho 1

kungfupanda - Kung Fu Panda
Kung Fu Panda
Animação ambientada na China antiga conta a história de um Panda (Jack Black), que tentará salvar o vale em que vive de um feroz leopardo. Dustin Hoffman e Angelina Jolie também emprestaram suas vozes para dar vida aos personagens.
Estréia nos cinemas: 04/07
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julho1 1 - julho1 1
Viagem ao Centro da Terra - O Filme
O cientista Trevor (Brendan Fraser) tenta encontrar seu irmão desaparecido. No meio da jornada, ele descobre um fantástico e ao mesmo tempo perigoso mundo perdido no centro da Terra.
Estréia nos cinemas: 11/07
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batman - Batman
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Christian Bale revive o herói dos quadrinhos. Desta vez o vilão é O Coringa (Heath Ledger). Em uma das tomadas do filme, Coringa diz que não existe como mudar as coisas, o morcegão é assim como ele, uma aberração. Imperdível!
Estréia nos cinemas: 18/07
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julho2 1 - julho2 1
Arquivo X 2
Além de seres abduzidos e criaturas de outros planetas, a história tem como vilão um lobisomem - provavelmente o mesmo que atormentou a vida de Fox Mulder no episódio “A Besta Humana”.
Estréia nos cinemas: 25/07
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julho3 - julho3
O Guru do Amor
Nesta comédia, o ator Mike Myers interpretará Pitka, um guru do amor canadense que cresceu na Índia, e ajuda casais em crise. Ele decide, então, auxiliar um casal que está prestes a terminar o relacionamento.
Estréia nos cinemas: 25/07
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Adicionar comentário 6 de Maio de 2008 às 14:15 Marcela d'Ávila

Estréia: “Elizabeth - A Era de Ouro”

Elizabeth - Elizabeth
por Tamires Fukutani

Elizabeth I: uma lição de como se dar a volta por cima.

Elizabeth, a rainha virgem. Ela já foi tema de inúmeros filmes, que abordaram as mais diversas vertentes da mulher forte que foi Elizabeth. No entanto, Elizabeth: A Era de Ouro explora o romance de uma das rainhas mais marcantes da história britânica, em meio a uma guerra religiosa promovida pelo então rei da Espanha, Felipe II.

Protestante até o último talo, Elizabeth não se casou, mas se apaixonou por um charmoso explorador, vivido por Clive Owen. Na produção, a rainha tem sua autoridade abalada ao ser pega de surpresa pela relação com Sir Walter Raleigh. Apesar de imponente, astuta e poderosa, a soberana vê o homem por quem se apaixonou cair de amores por uma das damas de seu séquito.

Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth

Elizabeth: A Era de Ouro mostra os “bastidores” da vida de uma mulher forte que, como todas as outras, possui um lado sensível e consideravelmente frágil. Neste ponto, o contexto da Invasão da Armada foi adequadamente escolhido pelo diretor indiano Shekhar Kapur. O episódio é considerado como a maior crise do reinado de Elizabeth, ocorrido na época das Grandes Navegações, o que ajuda a mostrar os conflitos íntimos da soberana. Na época, o rei da Espanha, Felipe II - católico fervoroso - decide promover uma guerra contra a Inglaterra, nação protestante, para livrá-la das “más influências” da rainha virgem. O fundamentalismo religioso surge como pano de fundo interessante para a exploração da personalidade notável de Elizabeth I - se você for católico, entre no cinema consciente de que trata-se de um filme essencialmente protestante.

Ah, aqui vale uma dica: se você não é bom de história, vale dar uma revisada nas Grandes Navegações - quando a marinha britânica era imponente e dominava os confins conhecidos dos oceanos. Não é nada imprescindível, mas sempre é válido aumentar o estoque de conhecimento sobre história mundial!

Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth Elizabeth - Elizabeth

Outra escolha certa de Shekhar foi o elenco do filme. Cate Blanchett cai na medida no personagem, trazendo equilíbrio em sua interpretação. Não é à toa que a moça recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel! Clive Owen também fica bem no papel de conquistadores que esbanjam charme, mas esse “talento” já é conhecido do público feminino desde outras películas, como Rei Arthur. Geoffrey Rush também faz bonito como fiel conselheiro da rainha, papel que já havia realizado em 1998, no primeiro filme de Shekhar Kapur sobre Elizabeth.

Pelo elenco, pela história, pelas intrigas e pelas cenas de batalha - entre outros pontos - vale a pena dedicar 114 minutos a Elizabeth: A Era de Ouro. Se você é feminista, corra para o cinema! Se é protestante, também não perca tempo! Se for católico praticante, também vale a pena para ampliar os horizontes sem preconceitos… Enfim, seja cinéfilo independente de fatores “extra-sala-escura”!

cinema 1 - cinema 1

estreia2202 - estreia2202
Antes de Partir
(Com Jack Nicholson e Morgan Freeman)
Dois homens com câncer em estágio terminal fogem do hospital e colocam o pé na estrada com uma lista do que gostariam de fazer antes de morrer.

estreia2202 3 - estreia2202 3
Senhores do Crime
(Com Naomi Watts e Viggo Mortensen)
Uma enfermeira acaba mergulhando no perigoso submundo do tráfico de sexo comandado pela máfia russa após a morte de uma garota em trabalho de parto.

Adicionar comentário 18 de Fevereiro de 2008 às 15:42 Marcela d'Ávila

Pré-Estréia: “Vestida Para Casar”

Vestida Para Casar - Vestida Para Casar
por Marcela d’Ávila e Ana Paula Rosas

Vestida para (não) casar!

Quem dá muito do que tem acaba ficando sem, certo? Na grande maioria dos casos, sim. Esta é a grande verdade e tema de reflexão do filme Vestida Para Casar (27 Dresses), da mesma roteirista de O Diabo Veste Prada. A história é centrada em Jane (Katherine Heigl), uma solteirona sonhadora e completamente altruísta. Jane, na verdade, é a típica coadjuvante: a assistente faz-tudo apaixonada pelo chefe bonitão, a irmã mais velha ofuscada pela beleza e espontaneidade da caçula e a eterna madrinha nos casamentos - com um “bônus-coadjuvante” de 27 (vinte e sete!) vezes subindo ao altar, mas nunca trajando um vestido de noiva.

E neste seu papel secundário, de tanto se dar, ela ficou sem a sua vida. Depois que sua mãe morreu, passou a cuidar da irmã mais nova e se dedicar a casamentos, mas sem nunca viver um relacionamento pleno; e, ainda por cima, respira um amor platônico pelo chefe — amor, meeesmo: ela sabe tudo sobre ele, e é a secretária per-fei-ta. Tanta perfeição assim pode entrar em crise ao enfrentar um grande desafio: organizar o casamento de sua bem-sucedida irmã com seu amado chefe. Ela, que nunca consegue dizer não, tem que segurar o ciúme e enfrentar seus confusos sentimentos.

Vestida Para Casar - Vestida Para Casar Vestida Para Casar - Vestida Para Casar Vestida Para Casar - Vestida Para Casar

Como ‘agente destruidor’, que vai causar conflito na trama, entra Kevin (James Marsden), um charmoso e engraçado repórter nupcial do New York Journal. Ele descobre a façanha de Jane de ter subido 27 vezes ao altar sem nunca ser a noiva e acredita que escrever sobre a moça será seu passaporte para um novo cargo. Mas, como em toda comédia romântica, não é só isso: aos poucos ele percebe que está apaixonado por Jane e, com todo o seu sarcasmo sexy e descomplicado (típicos de galãs), tenta convencer a fanática por casamentos dos ourtos a se libertar de suas próprias manias - e a principal delas talvez seja a de não conseguir dizer “não”.

Vestida Para Casar é uma comédia romântica, e não surpreende enquanto tal. É leve, tem nas mulheres o seu público-alvo, arranca umas risadas – e, a depender do hormônio do público, umas lágrimas –, entretém. Não é nenhuma obra digna de Oscar®, apesar do ótimo desempenho da protagonista e nova queridinha dos States, Katherine Heigl, mas o filme também não se propõe a isso. Ele vale a pena do jeito meio-clichê que ele é.

Aproveite para dar um pulinho no cinema - de preferência, com um grupo de amigas! - para conferir esta comédia adocicada sobre assumir o papel principal e, quem sabe, passar de madrinha a noiva.

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Elizabeth: A Era de Ouro
(Com Cate Blanchett e Clive Owen)
Drama de época centrado na história amorosa entre a rainha Elizabeth I e o aventureiro Sir Walter Raleigh, mas esta história é atrapalhada por uma das damas reais.

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O Som do Coração
(Com Robin Williams)
August Rush, um garoto de 11 anos, utiliza seu extremo talento musical para tentar reencontrar os pais de quem foi separado desde o nascimento.

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Sangue Negro
(Com Daniel Day-Lewis)
Próspeto produtor de petróleo tenta ensinar ao filho aqueles que considera importantes princípios: família, ambição e riqueza nos negócios. O filme disputa em oito categorias no Oscar 2008.

Adicionar comentário 13 de Fevereiro de 2008 às 21:48 Marcela d'Ávila

Suspense e terror invadem as telonas!

Cloverfield - CloverfieldSweeney Todd - Sweeney Todd
por Marcela d’Ávila

Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet marca mais uma parceria entre o cineasta Tim Burton e o ator Johnny Depp. Neste, Depp encarna Sweeney Todd, um barbeiro macabro que utiliza suas lâminas para “incrementar” as tortas de sua cúmplice, a Sra. Lovett, com pedaços de suas vítimas (e sim, as tortas viram sensação em Londres!). O filme é baseado em um musical da Broadway e, pela primeira vez, é possível conferir Johnny Depp cantando. O combo Depp + Burton resulta em mais um sucesso, que disputa o primeiro lugar nas bilheterias com Cloverfield - Monstro, produzido pelo badalado J.J. Abrams (Lost).

Cloverfield - Monstro estréia no Brasil depois de muita expectativa. Tudo isso porque os trailers foram exibidos, propositalmente, sem o título do filme - somente com a assinatura do produtor e a data de estréia. O clima light (quase comédia romântica) do início do filme muda drásticamente após bolas de fogo iluminarem o céu de Manhattan e a cabeça da Estátua da Liberdade ser arremessada no meio da rua. Na era do YouTube não é surpresa um longa totalmente “amador” e é justamente isso que Cloverfield apresenta: o documentário de uma catástrofe pela lente de uma filmadora digital.

Adicionar comentário 11 de Fevereiro de 2008 às 18:31 Marcela d'Ávila

Estréia: “Meu Monstro de Estimação”

Meu Monstro de Estimação - Meu Monstro de Estimação
por Marcela d’Ávila

Chega às telonas Meu Monstro de Estimação, adaptação da famosa lenda em torno do Lago Ness, localizado nas remotas montanhas do norte da Escócia. A crença na existência de uma criatura aquática nas águas escuras do lago atrai centenas de turistas em busca de uma fotografia. O site Loch Ness, por exemplo, monitora o lago 24 horas por dia e disponibiliza imagens ao vivo, através de webcams, para os curiosos de plantão.

O filme conta a história de Angus MacMorrow, um garoto que, por acaso, encontra um misterioso ovo na beira do Lago Ness. Uma estranha e simpática criatura nasce do ovo e conquista a amizade de Angus. Em questão de semanas, a criatura passa de um filhotinho fofo à um monstro gigantesco, com mais de 15 metros. Essa transformação é assinada pela empresa de efeitos visuais responsável pela trilogia O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia. O desafio de Angus é, portanto, conseguir esconder um segredo deste tamanho!

Boa pedida para a criançada e também para os que desejam fugir da agitação durante o Carnaval.

1 comentário 3 de Fevereiro de 2008 às 03:59 Marcela d'Ávila

Pré-Estréia: “Juno”

juno - Juno
por Ana Paula Rosas e Marcela d’Ávila

Simplicidade que surpreende.

Independente, sarcástico e original. Assim é Juno, filme estampado quatro vezes na lista de indicados ao Oscar 2008 – melhor filme, atriz, direção e roteiro original. Definitivamente, um grande feito para uma produção semi-independente e que, por si só, faz com que Juno mereça ser conferido de perto na poltrona. O filme começa com uma animação em 2D (com cara de abertura de seriado) e um teste de gravidez. Positivo, é claro.

juno1 - Juno 1
A menina, que dá nome ao filme, faz o tipo outsider: cabelo despenteado, calças rasgadas, gosto infalível para rock e punk rock, jeito aparentemente durão. A história começa quando Juno McGuff (Ellen Page, numa atuação digna da indicação ao Oscar que recebeu), num dia entediante de outono, decide transar com Bleeker (Michael Cera), um colega da escola. Desta sua primeira experiência sexual, vem uma gravidez. Apesar de ser pega totalmente desprevenida — e qual adolescente não? — Juno decide, com o apoio dos pais e da melhor amiga, escolher um casal para entregar seu filho à adoção.

Juno é, na verdade, uma versão roqueira de Punky, aquela garota levada da breca que nos entreteu pela TV na nossa infância. O mesmo cabelo meio despenteado, orelhas sem brincos, as roupas desleixadas e o jeito durão-moleque (a cena clássica do vômito no vaso da madrasta). Punky cresceu, virou rebelde e, aos 16 anos, engravidou.

juno2 - Juno 2
Os quase 100 minutos de filme giram em torno de Juno e suas experiências — as ultra-sonografias, o olhar de censura dos colegas, a convivência com os futuros pais adotivos, a descoberta de uma paixão. Apesar da originalidade, Juno também traz alguns elementos clichês de filmes independentes, como a trilha sonora de voz e violão estilo indie e folk (muito boa, por sinal!), enquadramentos mais fechados e intimistas, personagens mais fechados e o ambiente de cidadezinhas do interior.

Juno é um filme leve, que faz rir sem exageros e até chorar, a depender do quão dramático você for… Seus diálogos, sua trama, seu tema e sua abordagem agradam a “gregos e baianos”. A canadense Ellen Page não é protagonista à toa, e coloca a atuação de atores famosos como Jennifer Garner e Jason Bateman (o casal escolhido para adotar o bebê) no lugar que lhes foi proposto: coadjuvante.

CURIOSIDADES

Juno - Cartaz - Juno - Cartaz
- O filme é dirigido por Jason Reitman, do excelente Obrigado Por Fumar.
- A roteirista é a ex-stripper e blogueira Diablo Cody (29 anos), cujo nome de batismo é Brook Busey.
- Ellen Page interpreta uma garota de 16 anos, mas na realidade está prestes a comemorar 21 anos.
- Juno, esposa de Zeus na mitologia grega, é venerada como deusa protetora do casamento e do parto.
- Ellen Page atuará em Whip It!, primeiro filme de Drew Barrymore como diretora.
- A Fox Searchlight escolheu o telefone-hambúrguer como objeto de divulgação do filme.
- Com um orçamento de 7,5 milhões de dólares, o filme já arrecadou 71,2 milhões, 10 vezes mais do que custou - até a data desta publicação (29/01/2008).

1 comentário 29 de Janeiro de 2008 às 16:53 Marcela d'Ávila

Pré-Estréia: “Sexo com Amor?”

Sexo com Amor 3 - Sexo com Amor 3
por Tamires Fukutani

“No amor e na guerra, vale quase tudo”. Uma comédia (anti-)romântica!

Uma comédia romântica (e também anti-romântica), que cumpre os objetivos propostos. Assim é Sexo com Amor?, o mais novo longa brasileiro, dirigido por Wolf Maia. Com um elenco de peso, o filme consegue divertir e arrancar risadas do público, principalmente com a interação entre Maria Clara Gueiros e Eri Johnson (e não poderia ser diferente, né?).

Sexo com Amor? traz a história de três casais que têm em comum a crise conjugal. Trata-se, na verdade, de um reflexo dos relacionamentos contemporâneos, permeados pela falta de comunicação, individualismo e crises de conviência. O resultado não poderia ser outro: traições e fugas do ambiente conjugal.

Mas, calma! A visão pessimista sobre os relacionamentos humanos é pessoal e intransferível! O tema é tratado com uma boa dose de humor e tiradas interessantes… desde o caso do escritor mais velho com uma professora mais jovem à tentação de uma adolescente provocante diante do tio, lembrando cenas de Presença de Anita. Todas as seqüências rendem uma diversão que ajuda a encarar de forma mais doce as dificuldades do relacionamento humano. É entretenimento de qualidade.

Quebre seus preconceitos quanto a filmes nacionais. Se quiser rir, vá confiante ao cinema numa tarde de domingo e tenha bons momentos de risadas relaxantes.

1 comentário 24 de Janeiro de 2008 às 16:48 Marcela d'Ávila

Pré-Estréia: “O Gângster”

O Gângster - O Gângster 1
por Tamires Fukutani

“Entre na fila, porque essa também dá a volta no quarteirão”

Denzel Washington, Russell Crowe e Ridley Scott. Um trio parada dura que não poderia deixar de resultar em cenas bem construídas, diálogos consistentes e uma tensão leve, que permeia a história d’O Gângster Frank Lucas, vivido por Washington.

Lucas marcou a década de 70 nos Estados Unidos, revolucionando o narcotráfico norte-americano da época. De acordo com os policiais, o mafioso negro do Harlem conseguiu “feitos” que nem a famosa Máfia italiana obtivera. Denzel Washington cai como uma luva para o papel, inserindo uma elegância natural ao personagem, que não perde as linhas dos ternos discretos que veste durante o longa. A postura de mafioso é encarnada com perfeição pelo ator, que tem um ar destemido conhecido desde filmes como O Colecionador de Ossos.

A posição de policial honesto também foi bem desginada ao talentoso Russel Crowe (apesar de sua conhecida fama de bad boy em Hollywood). Depois da parceria bem sucedida entre o ator e Ridley Scott em Gladiador, a dobradinha se repete com o mesmo sucesso. Em contraste aos belos ternos do mafioso negro, o detetive Richie Roberts anda por aí em roupas surradas, cabelo desalinhado e com um ar sujo de policial que trabalha demais. Roberts traz o sonho de um oficial honesto, que literalmente não se vende nem por um milhão de dólares. Às vezes, o persongem se torna um pouco enjoativo. Mas é perdoável.

A interação entre Washington e Crowe é bombástica, apesar de o encontro de fato só se consumar mais para o fim da película. Sob a direção de Scott, o filme traz uma lentidão compreensível, mas um desenrolar brilhante. O diretor consegue trazer o fascínio que as lendas da máfia arrastam ao longo dos anos, sem cair na “mesmice” dos outros filmes que se arriscam pelo tema. E nós ainda podemos apreciar mais uma análise da face obscura das entidades policiais, que se corrompem à medida em que os cifrões aumentam.

Vá com fé, porque vale a pena. Pelo menos para quem gosta da postura e elegância dos mafiosos da década de 70!

Adicionar comentário 22 de Janeiro de 2008 às 14:50 Ana Rosas

Estréia: “Aliens Vs. Predador 2″

predador - Predador
por Tamires Fukutani

Mamãe, quando eu crescer quero ser o Predador!

Mas é só isso que salva o filme… Quem era fã das séries de O Predador e Alien se decepcionou com a primeira interação entre os dois personagens extra-terrestres. Esta segunda tentativa não conseguiu redimir o fracasso anterior.

Efeitos visuais à parte, Aliens vs. Predador chega com um roteiro pobre e atuações que não convencem. Entre tapas, os dois monstrinhos cheios de fluidos verdes chegam à Terra e destróem a pequena cidade de Gunnison, no Colorado. Neste meio tempo, surgem os velhos personagens conhecidos: a mocinha, o playboy, o xerife, o bonitão e por aí vai. O estrago que os bichinhos fazem é feio e o sangue rola solto durante os 101 minutos de filme. No entanto, a briga corpo a corpo (corpo?!) entre o Predador e um dos Aliens (que se multiplicam feito coelhos…) só acontece no final. E poderia ter sido mais explorada.

Mas ainda tem coisa boa! O destaque de Aliens vs Predador vai para a classe do Predador, que é um assassino “civilizado”, se é que se pode definir desta forma. Com aquela máscara que me lembra o bom e velho Darth Vader, o Predador investe na sua caçada aos aliens, com sua fabulosa eliminação de rastros e os ótimos requintes de crueldade. Um bom exemplo da categoria do mocinho é o assassinato de um dos oficiais da cidade: não satisfeito com a simples morte do humano, o Predador pendura o corpo da vítima em uma árvore e… (bom, essa parte é bom ver no cinema) . Não que eu seja sanguinária, mas o Predador tem toda a competência de um daqueles assassinos de aluguel, formados em escolinhas como no filme Hitman: o assassino 47!

Mas, cá pra nós, só a performance e talento do Predador não valem o filme. Se conselho fosse bom, vendia-se, mas não custa avisar: se você está ansioso para presenciar a destruição alienígena, é melhor esperar o DVD. Tirando o Predador, um comentário resume o filme: salve-se quem puder!

1 comentário 14 de Janeiro de 2008 às 17:47 Marcela d'Ávila

Pré-Estréia: “A Vida dos Outros”

avidadosoutros - A Vida dos Outros
por Tamires Fukutani

Entre a ideologia e o sistema.

Chegando aos cinemas brasileiros com o atraso característico, o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, A Vida dos Outros, traz uma trama tensa e permeada de sutilezas. No ano de 1984, na Berlim Oriental, o investigador Gerd Wiesler se dispõe a acompanhar de perto a vida do escritor Georg Dreyman, suspeito de envolvimento com o mundo capitalista.

Cada passo, sussurro e movimento do escritor é assistido de camarote por Wiesler, defensor ferrenho do regime comunista alemão da época. No entanto, ao longo da trama, as posições de vítima e algoz são trocadas de forma sutil e a visão sobre os personagens se modifica. Aproveite a sessão para apreciar cenas de forte carga emocional - como o banho da atriz Christa-Maria Sieland após ser abusada pelo ministro alemão ou as lágrimas de Wiesler ao ouvir a Sonata Para um Homem Bom, durante seu turno de vigia.

O filme vale pela reflexão sobre o poder das instituições e as liberdades individuais, no contexto do comunismo psicótico da Guerra Fria. Se você for à sala do cinema, sente na poltrona de mente aberta para submergir no clima de tensão proposto. O diretor Florian Henckel von Donnersmarck traz a velha oposição entre “a ideologia” e “o sistema” de uma forma sutil, que vai de encontro às versões panfletárias que encontramos por aí.

1 comentário às 17:44 Marcela d'Ávila

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